quarta-feira, 27 de maio de 2009

Lama

É pau, é pedra. Quando eu achava que seria o fim do caminho.... “Ju, precisa comprar mais selador XYW e oito sacos de rejunte grafite flexível”. Incrível como os meus pedreiros pidonchos ficam íntimos rapidinho. Infelizmente essa é a única coisa que tem acontecido rapidinho nessa obra.

Caraca. Como é que cabe tanto rejunte em um lugar tão pequeno? Aquilo tudo dava para rejuntar o saguão do Itamaraty.

A obra começou em março e naquela época eu achava que não duraria mais do que uns 20 dias. Um mês no máximo.

Há-há. Tolinha. Eu e esse meu otimismo besta.

Nunca vi coisa mais encalacrada do que essa reforminha mequetrefe. Quem olha pensa: “ah Ju, é simples, o lugar é pequeno, é só impermeabilizar, trocar o piso e colocar a banheira.” Sim fofa, só isso. O problema é que Murphy me ama e quase tudo o que poderia dar errado, deu. Menos o piso cair no andar de baixo mas calma que a reforma ainda não terminou e vai saber, né?

Há mais de dois meses são três, quatro, cinco guarda-roupas suados me acordando às 7 e meia da matina, entrando e saindo, subindo, descendo e deixando rastros poeirentos à base de metros cúbicos de café preto muito, muito doce. É pau, pedra, tijolo chegando, resto de toco, caco de vidro queira ou não queira, chuva chovendo, mistério profundo, fundo do poço e no rosto um desgosto. É a lama. É a lama.

Quando a reforma do maestro demorou mais do que devia, ele foi lá e colocou no mundo Águas de Março. Isso é que é fazer a famosa limonada. Como eu sou só euzinha mesmo, peguei o limão e coloquei no mundo essa postagem indignada e um monte de risos incrédulos a cada pipoco da obra interminável. O que é que eu vou fazer?

Eu ouço Águas de Março e penso que isso acontece com todo mundo.

Um dia, se Deus quiser antes de março de 2010, tudo vai estar prontinho, limpo, sem areia, sem cimento, sem resina, sem rejunte, sem guarda-roupas suados. Só a minha churrasqueira cheia de comida boa, a vista mais linda da cidade, a hidro quentinha borbulhando essências energizantes e amigos queridos, ouvindo Tom.

4 comentários:

Joao Paulo G. Leal disse...

Aguardo 2010 para o open house...

Carô disse...

Oi, Juju, perfeita descrição de... obra! Força aí, minha amiga (e torcida pra você se tornar independente - talvez começar com uma furadeira, hein, hein?)
Beijos

Ju Hilal disse...

Johnny, você por aqui!!!! Que visita mais ilustre. Saudade de você, coisa. Precisamos colocar o papo em dia. Quem sabe no open house?
Carozinha, ainda bem que eu não tenho nenhuma ferramenta dessas em casa. Poderia ser perigoso para algum guarda-roupa em um momento de crise...rs
Beijos

disse...

May the force be with you!

Reformas são o inferno. Minha fez uma grande quando eu morava com ela que quase levou a família inteira pro Cândido Ferreira.

Te desejo SORTE!

Tb estou com saudades, mas nõa tenho planos de ir pra Campinas tõa cedo agora. Começo em um trampo novo segunda e no próximo feriado (corpus christi) tem festival de jazz e blues em Rio das Ostras, a cidade ao lado de Macaé.

Mas... venha me visitar e ouvir blues no feriado.

Beijos!