segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Murphy

Que Murphy gosta de tirar um sarrinho da cara da galera, isso não é novidade nenhuma. Agora, da minha cara, em particular, ele deve ter um prazer especial. É impressionante a quantidade de vezes em que o danado me sacaneou bonito.

Estava eu aqui, tentando lembrar de algumas das situações em que ele gentilmente se intrometeu no meu caminho, mas infelizmente, como de costume, a minha memória me deixou na mão. Tudo bem. Eu lembro da última, fresquinha, que me fez inclusive abordar esse tema fantástico por aqui. Olha só.

A coleira do Luke que fica dentro do carro sumiu. Não é uma coleira comunzinha, daquelas com a corda micha e a faixa do pescoço. É uma cheia de triques, com mola, 5 metros de extensão, coletinho para não apertar o pequeno... Um ó. Procura que procura que procura, vira o carro do avesso, olha em baixo dos bancos, dos tapetes, no porta luvas, porta malas, porta trecos. Nada. Escafedeu-se. Vai entender... A coisa só saía do carro para envolver o corpinho fofo e alvo do baixinho e depois voltava para o aconchego do banco de trás.

Esperei dois dias em que as buscas se intensificaram. Toda hora que seria a do passeinho na praça, só dava eu fazendo acrobacia para olhar tudo que é canto onde a danada poderia ter se espremido. Necas. OK, OK, a bicha deve ter caído somehow somewhere e eu, quase nada destraída, devo ter saído toda bonitona ainda passando por cima. Desisto, hora de comprar uma nova. Toca ir ao pet shop para escolher uma igual cheia dos balangandãs.

Abri a nova coleira, coloquei no Lu, levei ele pra lá e pra cá, xixi, cocô, cheira-cheira... Hora de ir embora. Abro a porta e quem está lá piscando para mim?????? Quem? Lógico que era a coleira velha. Uma fofa, toda exibida deitadona do lado do banco do passageiro.

Eu simplesmente parei e, fazer o quê? Ri. Morri de rir enquanto realizava uma reverência para Murphy, O Poderoso. Como pode, gente? Eu tinha procurado naquele mesmo lugar pelo menos umas centas vezes e de repente, do nada, voilá. Aparece a bicha no mesmo dia em que eu comprei a nova.

É sempre assim. Não foi a primeira nem a décima vez. Mesmo que eu tivesse uma memória em funcionamento seria impossível lembrar do número aproximado das incontáveis vezes em que a mais infalível das leis da natureza se aplicou à minha vida. Fazer o quê? O jeito é dar risada, aceitar a magnanimidade do venerável Murphy e seguir esperando pela sua próxima manifestação.

2 comentários:

Tatiana disse...

É um filho da puta, isso sim!
O papo da manteiga? Maior sacanagem e é infalível..sempre cai pra baixo!

Um estraga prazeres esse tal de Murphy!

Aí eu li este texto e saí pro mercado. Chegando lá no balcão peço pra moça, babando em um bolinho de cholate:
_ Me dá, por favor, um murphy desses????
Ela me olha com cara de hã e eu caio na risada!

Juliana Hilal disse...

Hahahahahaha
E aí, tava bom o seu murphy?
Fiquei eu com vontade agora...