sábado, 30 de agosto de 2008

A queda e os três reais

Gente, gente, gente. Eu preciso comentar aqui duas notícias absolutamente estapafúrdias que apareceram na mídia esses dias.

A primeira delas é a do bebê de um ano e meio que caiu do terceiro andar de um prédio no Recife terça-feira. Discussões sobre negligência doméstica à parte, fantástica a história da queda em si.

Vejam só a trajetória absurdamente improvável da descida: bebê pula (!) do apartamento e desce em queda livre até uma janela basculante que estava aberta na medida certa para desviar a sua direção (!); descendo na diagonal, bebê bate em um guarda-chuva aberto e preso na janela do andar de baixo (!) que serve de trampolim e joga a criança em direção ao muro; chegando ao muro, bebê fica preso pela fralda descartável nas ferragens pontiagudas da grade de segurança do prédio (!); fralda cede lentamente e, por fim, bebê chega ao chão com a queda amortecida o suficiente para lhe causar apenas alguns ferimentos (!); bebê é internado, passa bem, está brincando e viverá feliz para sempre, até Deus sabe quando.

Fala sério. Fiquei besta com a história. Agora me diz se é tudo mera coincidência ou se o anjinho da guarda do pimpolho não teve que improvisar com o que tinha em mãos? Coisa maluca de desenho do Tom e Jerry.

A segunda notícia, que não tem nada a ver com a primeira mas é tão esdrúxula quanto, me fez rir que nem uma retardada dentro do carro ouvindo a CBN. Trata-se de uma dupla fantástica de ladrões que foram presos na Paraíba por falsificarem dinheiro. Até aí, normal. A questão é que os espertissíssimos estavam falsificando notas de 3 reais. TRÊS REAIS! Eita orelha avantajada. Até imagino a conversa das sumidades:

Aí mano, vamo fazê nota pequena porque as grande é mais difícil de passá.”

“Certo, mano, certo.”

“De dois tá bom? Cinco já chama atenção.”

“Ah, mas de dois nem vale o papel e as tinta. Melhor fazê de trêis então, não é nem dois, nem cinco. Fácil de passá e rende mais.”

“Tu manja, mano. Tu manja. Fechô.”

E o pior, meus queridos (sim, tem coisa pior!), é que as cavalgaduras conseguiram usar parte do dinheiro falso nas lojas da cidade. Tem retardado para tudo nesse mundo: para falsificar notas de três e para recebê-las de bom grado. Agora me diz qual a orelha maior?

2 comentários:

paula zumbaio disse...

Resta fazer uma pergunta: quem é o mais idiota, quem fez as notas ou quem aceitou??? hahahahaha

Serjones disse...

fala sério, né? é de foder!