sábado, 26 de julho de 2008

X

Ontem estreou o filme do Arquivo X.

Ãh? Arquivo X? E...? OK, eu entendo.

Pois por incrível que pareça isso faz diferença para mim. Sim, eu assistia Arquivo X. Não perdia um. Acompanhei desde o começo a saga dos dois agentes, lia livrinhos, reportagens. Sabia toda a mitologia do babado (é assim que chamavam a linha condutora central do programa - mitologia, não babado): óleo negro, chips implantados, abduções, experiências alienígenas, o sindicato, o canceroso. Mulder e Scully. Eles eram os caras.

Apesar de eu realmente gostar dessa história toda, preciso confessar que depois de um tempo a série começou a me interessar mais pela possibilidade de romance entre os dois do que pela tal mitologia. OK, eu provavelmente vou ser trucidada e receber ameaças de morte por dizer isso (os excers – nome dos nerds freeks que são fanáticos pelo negócio – costumam ser bem radicais quanto a esse assunto) mas é a verdade. Fazer o quê? Chegou uma hora que tinha tanta tensão sexual no ar que ficava difícil de ver o resto.

Eu torcia alucinadamente pela consumação do ato. Um beijo. Era tudo que os malucos como eu queriam ver na telinha naquela época. Havia até um nome especial para os doidos que torciam pela relação, os shipers. As brigas eram homéricas. Shipers diziam que tinha mesmo é que rolar e non-shipers ficavam loucos dizendo que Arquivo-X não era Melrose Place. Fanáticos do caramba. Essa discussão rendia horas de fervo na sala de bate-papo de seriados na UOL. Adolescência é mesmo uma piada de mau gosto.

Fato é que depois de muito rame-rame rolou a relação. Metso-metso, meio velada, como, aliás, tudo em Arquivo X. Mostra mas não mostra, é mas não é.

Quando o Mulder caiu fora eu comecei a me desinteressar. Passei a assistir cada vez menos, menos, até parar. Por incrível que pareça eu não vi o fim de Arquivo X. Sou mesmo uma fã desnaturada.

Esses dias peguei os DVDs para fazer a lição de casa e assistir ao filme por dentro das histórias. Comecei pelo episódio piloto. Há-há. Legal pela sensação de rever os caras, de ouvir a musiquinha que eu a-do-ro, mas tenho que admitir: meio tosquinho. Ô dó.

Semana que vem vou ver o filme. Eles devem estar bonitões, com cabelos novos e calças que não vêm até o pescoço. Espero que estejam juntos. O tempo passa, passa, mas algumas coisas não mudam. Continuo shiper e a musiquinha continua ótima.

2 comentários:

Menininha bossa-nova disse...

Obrigada por jogar spoilers na série que você pretendia me apresentar.

Juliana Hilal disse...

Sorry Jujuba, vamos assistir juntas anyway.
A graça é saber o "como" e não o "o quê"...rs
Bjs