sábado, 26 de julho de 2008

Supimpa

Não tem nada melhor para animar uma balada furada do que amigos bêbados. A verdade é que eu me acostumei há muito tempo a me divertir horrores completamente sóbria no meio dos mamados. Sou realmente boa nisso. Eles vão bebendo, bebendo, falando besteiras, tombando, e eu ali, inteirona, só dando corda e lembrando de tudo no dia seguinte. Adoro.

Pois bem, balada trash, lugar estranho, pessoas estranhas, DJ horrível, putz bombando e nós lá, feito uma rodinha de ETs. Virei para o lado e disse: uma sakerinha, quinze minutos, f – o - i: fui.

Acontece que, apesar da altura do som, conseguimos engatar em um papo trés interessante e fui ficando, ficando. A natureza da conversa mudando à medida que os copos vazios se acumulavam na mesinha de apoio.

Lá pelas tantas inventou-se, sei lá o porquê, de ressuscitar gírias passadinhas, daquelas que eram maneiras na época em que dizer “maneiro” era in.

Biruta. A primeira, lama inaugural. “Meu, eu tô ficando biruta com essa bebida. Maneiro.”

Pronto. Tudo agora era biruta. Ou maneiro. Ou supimpa.

Até que a pérola da noite surgiu, inesperada, no meio da pista:

“Meu, bem que o DJ podia tocar uma música eletrizante agora.”

Eletrizante. Fala sério. Eu não ouvia essa palavra em... Sei lá, trinta e dois anos? Eletrizante só existe no Aurélio e olhe lá. Deve até ter uma ressalva avisando que a palavra tem efeitos desastrosos sobre a popularidade de quem ousar utilizá-la. Só pode.

Caímos de rir.

Sei que a bebedeira e as gírias iradas animaram a noite e transformaram uma roubada no maior auê. Voltei para casa quase de manhã, RG no bolso e amigos com uma ressaca federal curada à base de coca-cola e churrasco no dia seguinte. Acho que era exatamente o que eu estava precisando. Diversão brainless e hilária, levemente regada a sakerinha e toques de nostalgia.

3 comentários:

Candy Girl disse...

Ahhh porque não existe uma máquina de teletransporte? Saudade das baladinhas com os amigos bêbados aiaiai.... bjuuus

Menininha bossa-nova disse...

Obrigada por cuidar de mim na única vez em que fiquei bêbada de verdade no ano... na verdade, a primeira vez desde um ano e meio. Outro porre desses, agora, só em janeiro de 2010... Prometo!

Não foi nada supimpa... foi meio biruta. Eu tava meio pouco eletrizante. Mas agora já tô à pampa!

Bela festa, bela festa.

Juliana Hilal disse...

Can querida, quem dera mesmo existisse uma máquina dessas...
Muita saudade de você nas baladas com a gente! Falei sobre isso sábado com o Du.
Jujuba, tenho que confessar que o seu porre foi muito divertido. Até o fim de noite aqui em casa foi entretenimento naquela noite que começou xoxinha.
Vc sabe que pode contar comigo em qq situação, certo? Porres, bodes, saias-justas...
Beijos queridas